Sessão 46 - A Libertação de Delorin (Parte 1)
Protagonistas: Zelasny (Trap) / Udy (William) / Sewire (Mozart)
Sewire faz descobertas surpreendentes sobre os acólitos de Vecna no esconderijo da floresta de Neverwinter, o que lhe coloca em rota de colisão com o novo mal que se erguia ameaçando Dendramol. Sewire, então, deixa o esconderijo aos cuidados de Wal'Kira e parte para Phandelver na intenção de encontrar seus amigos Tee Hawk, Zelasny e os outros. Ao chegar na pequena cidade de Phandalin, o druida encontra Zelasny e um novo companheiro, Udy Nash, o sem braços. Apesar da calorosa reunião, o grupo não conseguiu encontrar Tee Hawk e o bardo Tantoo, que no momento específico estavam tomando o quartel general dos jaquetas vermelhas no sopé da colina.
Zelasny explica a Sewire que ele e Udy encontraram um grupo de aventureiros que tinham informações sobre os cultistas de Vecna e eles estavam repousando na taverna de Don Grimaldi. O Plano de Zelasny era colocar o grupo para dormir e roubar seus planos para encontrar a forja perdida de Phandelver. A forja era um item mágico capaz de muitos milagres e que estava perdida nas profundezas das minas de Phandelver. Zelasny acreditava que o grupo tinha relação com os cultistas e que a investida deveria ser veloz. Assim, Sewire confecciona um veneno de sono para que fosse colocado na comida dos aventureiros através do corrupto Don Grimaldi, que envenenaria a comida.
Assim, na calada da noite, quando achavam que seu plano havia logrado êxito, Zelasny, Udy e Sewire percebem que o tiro havia saído pela culatra pois os aventureiros misteriosos perceberam o plano e escaparam pela janela do quarto da taverna noite a fora. Assim, inicia-se uma implacável perseguição que culmina na derrota iminente dos aventureiros, que acabaram presos pelas teias das aranhas de Sewire.
Urana: Libertem-nos! Nada fizemos para vós!
Zelasny: Abram vosso bico, ou as coisas podem ficar feias.
Udy: Sabemos que vocês outros têm ligações com os cultistas de Vecna
Mindle: Não temos, estão vós enganados, meus senhores!
Urana: Está bem, nós falamos. "O Aranha" um drow amigo meu nos prometeu um pagamento se colocássemos um objeto nas planícies de Neverwinter e assim o fizemos. O objeto foi deixado no lugar de romarias.
Assim, vendo a tolice que o grupo fez, Zelasny, Udy e Sewire poupam a vida dos ingénuos aventureiros e partem para o local de romarias de Neverwinter. Antes de partirem, Sewire realiza um feitiço para manter um olho nas atividades do grupo.
O local de romarias de Neverwinter era um sítio no alto de uma colina onde as pessoas faziam caminhadas sagradas para saudar seus mortos, como uma espécie de lugar sagrado. Aparentemente os cultistas escolhiam esse tipo de local pois suas ressonância com o mundo dos mortos era maior. Foi dessa forma em Lupville, Vaera e também parecia ser esse o caso nas colinas de Neverwinter. Assim, continuando sua investigação o grupo encontra o mesmo que encontrou dias atrás em Dendramol: um portal dimensional. Era um vórtice que levava o poder de Vecna para Dendramol, um catalisador, um altar de trasnferência de poder, como se regasse um fluxo para a segunda vinda de Vecna. O grupo cruza o portal e vai parar num local conhecido como Delorin.
Delorin era um continente afastado de Azures, longe de Dendramol, Dabady ou Tenadis. Lá havia uma rainha extremamente benevolente com seus súditos e que guiava suas ilhas à evolução constante. No entanto, a julgar pelas névoas e enxofre daquele lugar, não foi isso que Udy Nash, Zelasny e Sewire encontraram. A paragem era a face da desolação, destruição e cinzas. Era como se tudo no caminho naquele bosque fora queimado e pilhado. Foi nessa hora que o grupo encontra a jovem indígena Zinlana. Zinlana parecia ser a líder dos índios de Trivka, uma das ilhas satélites de Delorin. Ela abriga os heróis explicando to situação. A jovem Zinlana coloca que toda Trivka, incluindo o mundo civilizado, fora destruído e possuído pelos poderes do terrível mago do fogo e da necromancia Veril. Assim, depois de descansarem naquela vila desolada, o grupo, resoluto, parte para a libertação da primeira ilha de Delorin, Trivka.
Ao chegarem aos portões de Corari, o que os heróis vêem é uma cidade tomada pelos mortos-vivos e repleta de pessoas dominadas pelos poderes do mago Veril. Nesse momento, ele mesmo vem encontrar com Sewire e Zelasny alertando de seus destinos.
Veril: Vós que entrais em meus domínios só lhes ofereço uma chance de se ajoelharem e jurarem fidelidade ao "mestre".
Zelasny: Tome este golpe de espada elétrica e terá minha resposta! Morra!
Veril: Então escolheram a morte....
Nesse momento Veril, com seu imenso poder, domina a mente de Sewire que age agora como seu arauto, impedindo os ataques de Zelasny. Sem demora, Veril parte para sua torre para esperar pelo confronto final, caso Udy e Zelasny sobrevivessem, é claro.
Avançando sobre um mar de zumbis que em outros tempos eram os moradores de Corari, Zelasny e Udy quebram dezenas de hordas em seu caminho até a torre mas tudo parece em vão. Eles estavam em números grandes demais! Eram muitos! O fim parecia estar próximo, afinal. Eles nunca haviam enfrentando inimigos tão poderosos... Então, num ato reflexo, como um mar em fúria, surge das muralhas da cidade a jovem Zinlana liderando centenas de indígenas de todas as partes de Trivka. Parece que as palavras inspiradores ditas por Udy Nash, dias antes inspirou o sentimento libertário daquelas tribos que vivam em rusgas. Os índios de Triva haviam chegado numa hora decisiva, posicionando-se e contento o avanço das horas, permitindo, então, o avanço de Udy e Zelasny para o confronto final com Veril, o terrível mago do fogo.
Sewire então, já em poder de Veril, tenta se libertar do poder supremo de dominação que ele possuía, sem sucesso. Era seu fim pois o maldoso mago agarrava seu pescoço anunciando a morte do druida com suas garras de fogo. A vista de Sewire se enegrecia e tudo parecia chegar ao fim. Era o final da história do destemido Sewire Starbel... No entanto, na última hora, surgem Zelasny e Udy para ajudar no combate. Zelasny quebra a filactéria do mago e Udy segura o corpo de Veril com seus braços astrais. Sewire, então, numa última tentativa se transforma em sua forma primordial demoníaca, liberando todo o seu poder. O esforço conjunto dos três heróis colocou fim às ambições do mago do fogo, que caia em desgraça.
Não havia tempo para comemorar a vitória pois a torre do mago estava desabando e poderia ser o fim dos heróis. Sewire havia caído inconsciente e Udy e Zelasny estavam muito feridos. Mesmo assim, somando esforços e habilidades todos sobreviviam ao poder terrível de Veril ao encarem o por do sol dourado de Delorin na vastidão do horizonte.
Passam-se alguns dias providenciais para a restauração dos corpos de Zelasny, Udy e Sewire, que foram muito massacrados pelo combate. Nesse ínterim, o grupo faz amizade e conduz a reconstrução da cidade de Corari pouco a pouco até que o lugar parece estar pronto para voltar ao normal. Notícias também chegam que outras cidades humanas controladas por Veril pareciam ter acordado do transe mortífero do mago também. Eram ótimas notícias. Quem trazia essas boas novas era o Elder dos indígenas e guru entre os índios de Trivka, seu nome era Janallor. Janallor era um velho muito sábio que contou tudo sobre a história de Delorin aos heróis, desde os mitos sobre o demônio Malmur até os poderes psiquicos da rainha Nefra, descendente direta da Deusa Bifuuz, segundo a lenda.
Finalmente, depois de tirarem as pedras que bloqueavam o escritório de Veril, o mago do fogo, os heróis têm acesso a seu laboratório. Lá os herois encontram livros, itens mágicos e tesouros que iam desde necromancia até alquimia. No meio de tudo isso, o grupo encontra uma espada prateada muito peculiar com as marcas da igreja de Padre Bolim e um homúnculo colocado na estante. Nesse momento entra pela porta o sábio Janallor e esbraveja: "Não pode ser possível! Pela Deusa! Pela Tríade! Isto só pode ser o...."
Assim a sessão 46 termina prenunciando mistérios surpreendentes no próximo capítulo.
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