O fim de Andareunarthex
Kira, ao estudar os domínios dos clérigos de Vecna, descobre que o corpo final do arquilich está atacando a Cidadela da Esmeralda, juntamente com Andareunarthex. Era chegado o momento final da luta e a feiticeira Kira precisava encontrar seu companheiro e líder da cidadela, Tee Hawk. Sem demora, Kira abre um portal mágico diretamente para Phandalin onde ela encontra o selvagem elfo em companhia de um intrépido bardo chamado Tantoo. Kira explica a Tee Hawk que a luta final havia chegado e seu inimigo mortal Andareunarthex estava à sua espera.
É nesse momento que o velho dragão dourado Baradad surge e oferece uma melhoria nas armaduras dos heróis para que tivessem alguma chance contra o poder terrível de Andareunarthex, Baradad infunde seu poder dourado nas armaduras e não apenas isso. Ty e Kivei também fazem o mesmo para que suas chances fossem definitivas na grande luta final.

Os heróis então viajam através do limbo das dimensões com o poder mágico da feiticeira Kira para o confronto final chegando até a grande floresta de Dumebariand. Ao chegarem lá o caos está tomado de forma ensandecida. Os elfos morriam às dezenas enquanto Andareunarthex devassava os compatriotas de Tee Hawk. No céu, observando tudo como uma espécie de deidade, a forma primária de Vecna já estava quase com seu poder total. Kira sabia que essa luta era toda dela. A essas alturas eles não podiam contar com Sewire e Zelasny, que lutavam pela libertação de Délorin. A sorte estava lançada.
Andareunarthex: Tee Hawk, onde está o Tee Hawk?! Groooooowwllll!
Tee Hawk: Aqui estou, fera! E desta vez nossa luta será a última! Apenas um de nós sairá vivo!
Andareunarthex: Esperei tempo demais por este momento, verme. Vou acabar com sua linhagem imunda assim como fiz com sua mãe anos atrás e sua esposa.
Uma luta ferrenha então se inicia de forma colossal entre o imenso dragão verde e Tee Hawk. A cada garra e investida do dragão, paredes e cabeças élficas se lançavam aos céus com a fúria do monstro. Nas ruas da cidade, uma hora de trolls, orcs e fantasmas de Vecna aterrorizavam a populaçao da Esmeralda no que agora se parecia muito mais com uma guerra. Alf e Teimos lutavam no bosque das folhas, Drusilla liderava a guarda feérica com inúmeras flechas que caiam como chuva sobre os monstros, mas com nenhum efeito. Vulluin, Ayen e Lysanthir usavam da magia élfica com toda sua mana mas as hordas pareciam não ter fim. O inicio de um arrebatamento parecia estar bem à frente dos heróis e o sopro gelado da morte estava dobrando a esquina.
No topo das árvores, além do pico da cidadela, Kira e o avatar de Vecna travavam uma luta de poderes mágicos que estalavam relâmpagos e luzes no céu. Era chegado o momento de Kira ter seu embate final e colocar para fora de seu corpo todos os poderes acumulados até agora. O poder de Skulla, a força de Lathander e a sombra de Cthulhu pareciam irromper de seus ossos enquanto seus cabelos negros esvoaçavam para cima num claro sinal de poder absoluto.
Avatar: Sua tola. Conheço seus poderes e eles não são páreo para mim. Sou Vecna, o dono da morte.
Kira: O tolo é você, lacaio! Eu sou Kira, a antipodária, que entrou no reino da luz e da treva e senta no trono da magia.
Avatar: Vai sentir o peso de profanar uma deidade como Vecna, o archilich, o imortal, a morte!
Kira: Eu sou filha do enxofre e da luz! Eu cuspo da tumba de Vecna e fodo o rabo da morte!
Assim, possuída pela fúria e pelo poder antipodário de luz e trevas, Kira lança seu raio fulminante sobre o corpo do avatar de Vecna com seus tentáculos sombrios culminado num relampejo que espatifa o corpo do monstro de uma vez por todas. Só que Kira sabe que enquanto ela não destruir a filactéria do lich, nada estaria decidido. Ela então usa seus poderes para localizar a pedra, porém sem sucesso. É nessa hora que ela vê, no chão, Tantoo, se esquivando dos monstros se dirigindo até o templo de Mielikki, localizado no distrito féerico da cidadela. Ela percebe a intenção de Tantoo e segue para ajudá-lo.
Enquanto isso a luta do dragão contra Tee Hawk parece não ter fim pois seus ataques além de consumirem a vida do elfo, estão destruindo sua amada cidade. É nesse momento que Tee Hawk sabe que precisa tomar uma decisão. Ele se lembra então dos ensinamentos de Draconomicon, livro que ele mesmo ajudou a desenvolver. O coração dos dragões verdes e suas juntas amolecidas acima da barriga eram seus únicos trunfos contra o gargantua. O elfo, tomado pela fúria, então, avança contra o coração do dragão e o certa de forma implacável. Mesmo assim, Tee Hawk parece não acreditar no que vê. O dragão não morria! Ele, ao invés disso, voa para alturas inenarráveis na tentativa de acabar com o selvagem elfo. Assim, no limiar do que era Dendramol e do que era o céu estrelado de Azure, onde o mundo parecia envergar no horizonte, Tee Hawk vê o que pode ser seu momento final.
O dragão vacila do controle mental de Trassalor e Tee Hawk, por um momento, vê a chance de acabar com seu inimigo. No entanto, o elfo se mete num dilema pois a queda a esta altura mataria ambos. "Que se dane!", pensa o selvagem elfo. Era um preço que ele estava disposto a pagar. Assim, num ato reflexo, Tee Hawk investe contra o dragão de uma vez por todas espetando seu coração nas alturas dos céus de Dendramol. O ataque de Tee Hawk havia sido bem sucedido, no entanto, na queda, suas armas caem de suas mãos e ele tem de se agarrar na calda do dragão, lutando com todas as forças para não cair em queda livre.
Enquanto isso, dentro do templo de Mielikki, Kira luta agora contra outro espectro de Vecna, o prendendo enquanto Tantoo corre até a filactéria e, com um forte movimento, arremessa a pedra contra o chão, causando uma verdadeira explosão de energia das trevas por todos os lugares. Parecia que o templo iria se destruir e não havia nada que eles pudessem fazer. Apesar dos esforços de Kira para teletransportar ambos para fora dali, Tantoo havia recebido uma quantidade de dano mortal. Poderia ser o fim do intrépido bardo, porém, graças às habilidades da feiticeira antipodária, a vida de Tantoo fora salva. Era chegado o desfecho, finalmente. Porém, ao chegar do lado de fora ocorre o pior. O avatar de Vecna havia conseguido reunir-se com o corpo do velho Lysanthir. Se ela o matasse, mataria um velho amigo e protetor da cidadela.
Vindo como um cometa cadente dos céus, Andareunathex colidia contra o chão com toda força, destruindo mais outras casas e templos da cidadela. Tee Hawk leva um dano maciço, porém, apesar de tudo, levanta-se vitorioso contra seu inimigo. Tee Hawk se aproxima de seu moribundo inimigo para aplicar-lhe o golpe final.
Andareunarthex: Tee Hawk, eu espero que em uma outra vida possamos ser inimigos de novo...
Tee Hawk: Eu não, fera. Vou por um fim em tua vida e encontrará a vingança da minha espada na outra vida...
Com um sorriso sarcástico no rosto embebido em sangue o gargantua responde:
Andareunarthex: Eu vou sempre estar do seu lado, Tee Hawk...
Kira então, juntamente com Tantoo e Tee Hawk encontram um Lysanhtir agora tomado pelas forças do arquilich e sua vida poderia estar por um fio. É nessa hora que Kira vê ao seu lado Skulla em sua forma primordial pela primeira vez. Ele diz para sua feiticeira: "Kira, esse é o momento final. O Grande Antigo empresta sua força pela última vez para você". Assim, num golpe preciso e certeiro, Kira põe um fim às pretensões de Vecna, o expurgando para o seu mundo original e livrando a vida do velho Lysanthir. Era o fim dos combates e tudo havia acabado bem. Kira e Tee Hawk salvaram pela última vez a Cidadela da Esmeralda.
Assim termina as aventuras de Tee Hawk, o carrasco de Trassalor e Wal'Kira, a feiticeira das areias de Calimsham.