CAPÍTULO 39 - O TRISTE FIM DE SHENDRUZID![]()
No coração de Vaera, maior cidade de Dendramol, Sewire, Wal'Kira e Tee Hawk estão em busca do paradeiro de Faith e Vulluin, personagens importantes dentro da Cidadela da Esmeralda, lar do povo élfico. Informações levam o grupo até a taverna da tartaruga, onde foi dito que Tee Hawk estaria. Chegando lá, Sewire e Kira não conseguem nenhuma pista de onde o líder da cidadela poderia estar. É provável que Tee Hawk tenha tentado resolver tudo sozinho, como sempre. Sabendo disso, então, Kira e Sewire tentam encontrá-lo antes de o pior acontecer. Tee Hawk era muito explosivo e, numa cidade tomada pela lei marcial contra os elfos, isso seria essencialmente perigoso.
Kira cuida dos três elfos os quais o grupo libertou horas atrás, Aias, Olarel e Tysiris. Ela lhes dá comida e roupas decentes e diz a Sewire que precisa de um tempo de meditação para saber em qual direção seu patrono deveria orientá-la a procurar Tee Hawk. Dessa forma, Sewire começa sua busca pela grande cidade de Vaera. Suas paragens eram majestosas e, talvez, ainda maiores do que a grande cidade das águas profundas. No meio de tanta majestade, algo captura a atenção do sábio pássaro. Era uma arena majestosa no centro da cidade. Suas proporções eram colossais e haviam milhares de pessoas a festejar sedentas pelo sangue jorrado dos gladiadores que furavam a carne um do outro numa diversão medonha para as massas ali presentes. Sewire nota algo estranho rondando as vidas das pessoas daquele lugar. Era uma presença mística gigantesca que se aproximava com intenções de pura morte e destruição. A sombra mística se identificava como Shendruzid e ela dizia que iria acabar com todos em Vaera.
Shendruzid: Escuta, seja lá quem fores. Não se meta.
Sewire: Eu entendo sua dor...
Shendruzid: Não sabes de nada. Vou acabar com a vida de todos nesta cidade maldita que ceifou minha felicidade.
Sewire: Seja lá quem procura nesta cidade. Já é um morto vivo.
Sewire se referia ao campeão invicto de Vaera, seu nome era Kelmaris - o bárbaro invicto. Kelmaris era um orgulhoso bárbaro que havia perdido a vida para salvar seus compatriotas das garras implacáveis de Vaera. Como um golpe medonho de alguma alma maldosa, Kelmaris havia se transformado numa máquina de batalha sem alma e sem coração vivendo apenas para o deleite de seu novo e misterioso mestre o qual nem mesmo Sewire sabia quem era. Dessa forma, prevendo uma catástrofe para os homens e para a balança neutra da vida e da morte no julgamento de Orobouros, Sewire se transloca até uma terra longínqua e proibida a qual Shendruzid se encontrava.
O local parecia ter sido grandemente amaldiçoado a não tem nenhuma alma viva. Apesar da beleza majestosa de seus vales, cânions, desfiladeiros e templos, uma só alma viva não andava em suas misteriosas paragens. Era como se algum deus tivesse ceifado, de uma hora para outra, a vida do local. É como se toda uma civilização houvesse deixado de existir por algum pecado que cometeram no passado. Parecia algo saído das histórias do velho Lisanhtyr numa noite de contação de lendas na Esmeralda. É nesse local, no alto de uma grande passarela que ligava a terra proibida até o mundo mortal que Sewire tem frente a frente com grandioso dragão meio púrpura, meio negro. Seu nome era Shendruzid.
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| A TERRA PROIBIDA |
Sewire: Desista de destruir o mundo dos homens. Eu conheço sua dor e ela só vai gerar mais sofrimento para você.
Shendruzid: Eu vivia feliz ao lado de Kelmaris até que ele foi tomado de mim. Desisti de meu dom dracônico para viver como uma mulher mortal a seu lado até que os homens tiraram ele de mim.
Sewire: Matar todos ali não vai trazer Kelmaris de volta.
Shendruzid: Mas me trará satisfação! Eu estava perdida até que Andareunarthex me mostrou o caminho. Agora eu sei o que devo fazer para conseguir minha vida de volta.
Sewire: Andareunarthex é uma fraude, Shendruzid. Ele é enganador e venenoso como suas escamas verdes. Acorde antes que seja tarde. No final, você está sendo apenas uma peça no tabuleiro dele para suas ambições de vingança.
Shendruzid: Ele me disse que se um meio elfo, um caçador de dragões, uma mulher ou um patrulheiro cruzasse meu caminho, eu deveria matá-los...
Sewire: Está cometendo um erro. Eu não quero lutar contra você. Eu não quero matar você.
Shendruzid: Ao menos eu estarei ao lado de Kelmaris!
Dessa forma, com o sibilar da terra proibida soprando o vento no rosto de Sewire, uma luta implacável irrompe. Shendruzid cuspia um sopro de terra e pedras que atingiam Sewire com força e violência. As vinhas que protegem o druida, pelo menos por hora, o salvavam de graves ferimentos. Sewire atacava com seus poderes da natureza da melhor maneira que podia no meio da imensidão daquela passarela que foi a arena da luta contra aquele dragão. Cada ataque do dragão parecia estremecer a terra. De alguma forma o poder mágico de Shendruzid parecia estar ligado à força terrena. Seus ataques abriam fendas no chão e terremotos chacoalhavam a terra proibida a cada investida sua. Sewire já havia se machucado muito a esta altura e suas vinhas já não poderiam lhe proteger por muito mais tempo. Era chegada a hora do momento final.
Shendruizid, resoluta, prepara o ataque final. Sewire abre os olhos com surpresa pois sabe que aquele pode ser seu fim. O ataque de Shendruzid provoca o desmoronamento não apenas da passarela, mas de toda a estrutura de pedra que havia ao redor daquele templo e tudo cai no seu frágil corpo. Vendo seu fim iminente, o jovem druida também desfere seu ataque mais mortal e investe um grande ataque energético contra Shendruzid. Era o fim de ambos, soterrados em baixo das pedras da terra proibida. No entanto, as pedras se mexem e o corpo de Sewire se ergue ainda com vida indo em direção a uma Shendruzid que agora tinha uma forma humana.
Sewire: ...
Shendruzid: Perdoe-me, Sewire. Agora eu posso estar ao lado de Kelmaris
Sewire: Eu cuidarei para que sua alma chegue até os braços da Deusa e cumprirei teu desejo de fazer com que Andareunarthex pague pelo mal que fez.
Shendruiz segura firme e arrependida a mão de Sewire que a transforma em uma de suas cartas, encerrando seu triste fim. Quantos mais seriam joguetes nas garras de Andareunarthex? Quantos mais deveriam pagar com a vida? Contemplando o triste partir de Shendruzid, Sewire se aproxima da arma mágica cristálica do dragão e a coloca nas costas. Era Ferocities Edge, uma das espadas lendárias dos seguidores da Falange.
De volta à Vaera, Sewire finalmente encontra Tee Hawk e lhe explica tudo o que aconteceu na sua ausência. Dessa forma, ambos Tee Hawk e Sewire partem para encontrar Faifh e Vulluin. Seus esforças lhes levam tanto à informação de um nobre chamado Azzor e de um lanista chamado Yzan. Ambos iriam estar presentes no jantar de gala o qual Kira havia sido convidada no dia anterior quando entraram pelos portões de Vaera.
Dessa forma, resolutos em achar o paradeiro de seus amigos, Kira, Tee Hawk e Sewire se preparam para o jantar na casa do misterioso lanista Yzan. Qual será a parte de Yzan nesta trama? E lorde Azzor? Por que fazia jogos bizarros com aventureiros? O que era a grande arena de Vaera? Qual a ligação deles com Shendruzid? São respostas que logo encontrariam suas respostas no coração de Vaera.



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